Posted by CDU Entroncamento at 21:09:00
Cidade Operária - Ferroviária
O Parlamento Europeu votou uma directiva que visa a liberalização e privatização do transporte ferroviário de passageiros entre os diferentes países da União Europeia.
Apesar de algumas das alterações mais gravosas do PE não terem conseguido a maioria necessária para a sua aprovação - como as que pretendiam definir, desde já, a data de 2017 para a liberalização do transporte ferroviário de transportes ao nível nacional -, a maioria do PE, com os votos de deputados do PS, PSD e CDS-PP, deu, uma vez mais, o seu suporte ao processo de liberalização dos transportes ferroviários ao nível da UE, que já vai no seu terceiro pacote legislativo.
Este processo de liberalização insere-se nas orientações neoliberais da chamada "Estratégia de Lisboa", tendo como objectivo, a prazo, a privatização deste e outros serviços públicos, sendo de lamentar que o Governo português tenha reiterado "o seu apoio ao objectivo de liberalização do transporte ferroviário" (em declaração a 24.7.2006).
O PCP continuará a intervir activamente em defesa do serviço público de transporte ferroviário, deste sector estratégico para o desenvolvimento socio-económico de Portugal, pelo respeito dos direitos dos trabalhadores e das populações. Por isso apresentou uma proposta, chumbada, contra essa directiva.
Após o 25 de Abril foi instituída a Constituição de 76, cujos 298 artigos estavam divididos
Guantánamo
território cubano ocupado pelos Estados Unidos. Um enclave de terrores no seio do territórios livre de Cuba.
Guantanamo é hoje uma base militar fortemente armada e intimidadora da soberania de um país que optou pela via emancipadora da América Latina, mas é também um campo de concentração de prisioneiros políticos sem culpa formada, geralmente, gente incomoda em países de regimes repressivos. O campo de concentração de Guantanamo faz parte de uma rede maior de detenção política espalhada por países “amigos” dos EUA. Essa teia global, alicerçada nas práticas do rapto, sequestro, prisões secretas, faz parte de um sistema concentracionário mundial decidido, apoiado e acarinhado com toda força na cimeira das Lajes que sentou à mesma mesa as forças mais reaccionárias da Europa e dos EUA. Nessa cimeira compraram-se cumplicidades e distribuíram-se poderes e benesses. Este horrendo crime contra a humanidade vai predurar como uma das mais negras páginas dos retrocessos civilizacionais, agora, em tempos da globalização neoliberal.
Irão
Dificilmente haverá qualquer eleição, na qual a Casa Branca tenha um interesse tão significativo como nesta, em que a derrota eleitoral do candidato pró EUA não seja logo denunciada como ilegítima por todos os políticos, mass media e aparelho de propaganda das elites.As eleições concluídas a 12 de Junho de 2009 no Irão são um caso clássico de como nem sempre o eleitor tem a última palavra e em que uma vitória pode ser uma derrota. O candidato à reeleição, o nacionalista-populista presidente Mahmoud Ahmadinejad recebeu 63,3% da votação (ou 24,5 milhões de votos), ao passo que o principal candidato da oposição liberal, apoiado pelo Ocidente, Hossein Mousavi recebeu 34,2% (ou 13,2 milhões de votos). A eleição presidencial iraniana atraiu um comparecimento recorde de mais de 80% do eleitorado. A oposição liderada por Hossein Mousavi não aceitou a sua derrota e organizou uma série de manifestações de massa que se tornaram violentas, resultando na destruição de automóveis, bancos, edifícios públicos e confrontações armadas com a polícia e outras autoridades. Quase todo o espectro de fazedores de opinião ocidentais, incluindo todos os grandes media electrónicos e impressos, os principais sítios web liberais, radicais, libertários e conservadores, reflectiram a queixa da oposição de fraude eleitoral desenfreada. Neo-conservadores, conservadores libertários e trotsquistas juntaram-se aos sionistas louvando os protestários da oposição como a guarda avançada de uma revolução democrática. Mesmo verdade, com tantos antecedentes, seria ridículo acreditar na bondade de mais uma “revolução colorida” apoiada do exterior com rios, mares, oceanos de dinheiros. A revolução democrática será um dia uma realidade quando o povo iraniano assim o entender…
Lei de Financiamento dos Partidos Políticos
instrumento de repressão do «bloco central» contra os outros partidos. Esta Lei é contra o regime democrático, a pluralidade de opções políticas e ideológicas e os princípios constitucionais. A Lei transforma os partidos políticos pagos com os dinheiros dos contribuintes em repartições públicas da burguêsia no poder . É uma Lei ridiculamente obsessiva contra a festa do "Avante" e a militância partidária.
Sondagem Eleitoral
Vigarice encomendada para formatar as «consciências». As sondagens eleitorais são um instrumento ideológico de extrema eficácia que corrói as faculdades de pensar e de crítica. As sondagens envenenam periodicamente o espectro informativo aumentando em dose e intensidade em véspera de eleições. A última sondagem fiável é a das urnas de 7 de Junho.
Último fenómeno político de Entroncamento
As ruas estão entupidas de cartazes ostensivos de opulência bacoca /novos ricos em tempo de aperto de cinto.
PS, PSD e (imagine-se) BE ostentam cartazes em estruturas caras, o dinheiro corre a rodos… Sendo que PS e PSD enunciam obra realizada (pouca), obra por acabar (pouca), obra prometida (muita).
De salientar que em sede de aprovação de Orçamentos de Estado esses partidos (incluindo os deputados do círculo eleitoral de Santarém) votaram anos a fio conta essas promessas eleitorais – justas reivindicações da população do concelho. Os deputados do PCP e verdes lutaram ano após ano, sozinhos, por esses projectos chumbados. Essas forças políticas, localmente, agora anunciam com pompa e circunstância, e cara de pau, o que negaram aos entroncamentenses - «agora é que é…». Sabendo do que a casa gasta, em tempo de crise, transformar o voto em arma urge para sairmos do arco-iris da arrogância pérfida e abjecta.