
Sim, é possivel, uma nova política ao serviço dos trabalhadores, do povo e do país;



Já no tempo dos gregos havia a noção de equilíbrio e de harmonia, no desenvolvimento humano, com a máxima - mente sã, em corpo são - isso ficou-nos como legado dos clássicos.
E hoje como estamos de cultura física e intelectual no Entroncamento?
A CME pratica uma política espartana dando razoável importância ao desenvolvimento físico dos jovens, sobretudo ao nível das elites, mas é manca na política de desporto de massas e, pior do que isso o acesso à cultura ficou para trás nas prioridades do poder.
Depois do primeiro mandato do PSD em que se trucidou o gosto pela cultura com iniciativas de duvidosa qualidade à palete, seguiu-se uma das mais gravosas medidas do 2.º mandato: a implementação da proposta do Bloco de Esquerda de instituir entradas pagas nos eventos culturais - ou seja, a institucionalização do princípio neoliberal do utilizador pagador segundo o qual só se consegue dar o devido valor a um bem se o mesmo for mercantilizado.
Esta ideia doutrinária não lembraria alguém de esquerda. Não basta a palavra “esquerda” num pano de fundo de um qualquer palanque de comício para se ser canhoto nos ideais.
A cultura e o desporto para os comunistas são componentes básicas na formação harmoniosa do indivíduo, cabendo ao Estado central ou local garantir a universalidade no acesso aos bens culturais, apoiar a criatividade intelectual e promover o bem-estar físico das pessoas.
Para os que acham que o desporto e a cultura devem ser reservados às elites, como se enganam: sem cultura o obscurantismo contagia mais que a peste bubónica e torna-se dominante e avassalador, uma epidemia que acaba por afectar até os mais esclarecidos.
A democraticidade cultural básica não existe no concelho, procurando-se iludir a sua ausência com o recurso ao mercado cultural nas suas facetas mais destrutivas da diversidade.
O Entroncamento é hoje uma referência no desporto formativo, pobre nos desportos de massas e absolutamente estéril na criatividade cultural, muito por culpa da ausência de políticas viradas para o homem integral.
O PCP exige um desenvolvimento local equilibrado da cultura e do desporto no apoio à profissionalização e à formação dos públicos e praticantes.
Encontro
Os instrumentos urbanísticos, planos ou programas de acção, devem ser entendidos como formas ou modelos dinâmicos e sistémicos de enquadramento das acções e das políticas territoriais.
Como se disse na Conferência Nacional do PCP sobre Questões Económicas e Sociais: “A escassez dos recursos afectos às actividades Científicas e Técnicas é um obstáculo maior ao desenvolvimento económico e social do País”.
A coisa está preta - o Serviço Nacional de Saúde continua o processo de derrocada e desmantelamento balizado por políticas neoliberais do PS e PSD.
imagem do Entroncamento Online
A última sessão da Assembleia Municipal de Entroncamento
Teve lugar em 28 de Fevereiro 2009.
A Coligação Democrática Unitária apresentou uma proposta de recomendação à CM, votada favoravelmente.
A CDU propôs na recomendação a criação de um Gabinete de Crise.
Assim como um conjunto de medidas a implementar no âmbito do apoio às famílias, consubstanciado na redução do Imposto Municipal sobre Imóveis e na redução das taxas urbanísticas e não urbanísticas, águas, e outros serviços;
Consta, também, do documento aprovado um pacote de incentivos às Micro PMEmpresas no sentido de facilitar o pagamento de taxas urbanísticas e das garantias das empresas.
O terceiro pacote de medidas prende-se com a necessidade de se intensificar as obras nas escolas, os projectos camarários, construção da esquadra da PSP, alargamento do Centro de Saúde e outras, para desta forma relançar a actividade de construção.
Coerente com as medidas propostas a CDU decidiu votar favoravelmente um empréstimo de cerca de 2,9 milhões de euros para investimentos com vista à execução dos projectos camarários vítimas dos sucessivos atrasos no acesso aos fundos comunitários.
O empréstimo serve para pagar aos fornecedores.
Ressalvamos no entanto que muitas dos investimentos das Grandes Opções do Plano para o Quinquénio não são as nossas prioridades. As preferências do executivo camarário muitas vezes movem-se pelo timing eleitoral e não por critérios de eficácia e eficiência económica-social.
Não têm em conta uma estratégia de desenvolvimento harmonioso do concelho. Não há uma planificação de longo prazo em áreas como o ambiente, a cultura, aparelho produtivo. A revisão do Plano Director Municipal anda há 3 mandados a patinhar.
A CDU, na última sessão da AM, entre outras coisas, voltou à carga nas críticas: à destruição do Património Histórico Ferroviário, ao impasse no processo de alargamento do Centro de Saúde por culpa de entidades como a REFER, a ARS, o Governo e por falta de empenho da CME agindo passivamente e resignadamente nestas matérias.