sábado, 20 de junho de 2009

Santarém - CDU apresentou os três primeiros da lista à AR


Candidatos:
  • António Filipe, militante do PCP, 47 anos de idade, Jurista, Professor Universitário, Vice-presidente da Assembleia da República e do Grupo Parlamentar do PCP;
  • João Luís Madeira Lopes, Intervenção Democrática, 65 anos, Jurista;
  • Liliana Santos, militante do PCP, 29 anos, Professora, Presidente da Assembleia de Freguesia de Couço, comissão de Freguesia de Couço do PCP;






sexta-feira, 19 de junho de 2009

Info Cultural - Grandes eventos


19 de Junho - INTERPELAÇÃO DE “OS VERDES” NA ASSEMBLEIA DA REPÚBLICA SOBRE AMBIENTE E POLÍTICA ENERGÉTICA DO GOVERNO

Esta sexta-feira, dia 19 de Junho, o Governo vai ser confrontado por “Os Verdes”, no quadro de uma interpelação que se realizará na Assembleia da República, sobre os impactes que a sua política energética tem tido no ambiente e no desenvolvimento sustentável do país, nomeadamente os impactes do Plano Nacional de Barragens nos recursos hídricos e na orla costeira.
Esta interpelação ao governo contará com a presença do titular da pasta do ambiente e sua equipa, titulares que “Os Verdes” acusam de estarem manietados face aos grandes interesses económicos e de não assumirem as responsabilidades que o próprio cargo lhes confere.

quinta-feira, 18 de junho de 2009

sábado, 13 de junho de 2009

«No domingo levámos a luta ao voto. Agora, vamos levar o voto à luta»

Editorial do Jornal Avante

«A palavra de ordem gritada por dezenas de milhares de militantes e amigos do PCP na memorável Marcha CDU de 23 de Maio e, depois, no decorrer da campanha eleitoral, teve a sua confirmação plena nos magníficos resultados obtidos nas eleições para o Parlamento Europeu. Resultados que mostram, sem margem para quaisquer dúvidas, que a CDU avança com toda a confiança.
Provas inequívocas desse avanço são, como exemplifica o Comunicado do Comité Central do PCP, os mais de 70 000 votos conquistados, com o crescimento em todos os distritos e nas regiões autónomas; com a subida de 1,6 pontos percentuais; com o aumento em 23% da massa eleitoral da CDU; com a manutenção de dois deputados, num quadro de redução do número total de deputados a eleger; com as vitórias alcançadas nos distritos de Beja, Évora e Setúbal e em três dezenas de concelhos – tudo isso conferindo ao resultado obtido uma relevância notável.
E a verdade é que, confirmando o sentido do avanço e do crescimento eleitoral da CDU nos últimos actos eleitorais, este resultado projecta na vida política nacional, e para as próximas eleições, não apenas a possibilidade de derrotar a política de direita, como de impor, com o reforço da CDU, uma viragem na política nacional.
Com efeito, a CDU emerge destas eleições com a redobrada confiança que o seu resultado testemunha, como a mais sólida garantia de dar expressão às aspirações dos trabalhadores e do povo a uma vida melhor e de inscrever no horizonte próximo o objectivo de uma outra política e um outro rumo para o País.
Podem os média dominantes e os seus comentadores, analistas e politólogos de serviço, fingir que ignoram estes dados e enredarem-se em especulações baratas sobre pretensos significados de «derrotas» e «vitórias» de acordo com os seus desejos; podem prosseguir o desaforo manipulador de que deram exuberantes provas; podem dar continuidade, passadas as eleições, aos baixos ataques que, durante toda a campanha, desferiram contra a CDU; podem, enfim, ser iguais a si próprios, que não conseguem anular esta poderosa realidade: a CDU afirmou-se inequivocamente como força a crescer e obteve um resultado que a confirma como a grande força impulsionadora da luta por um novo rumo para o País, indispensável e insubstituível como alternativa à política de direita.
Na verdade, os média dominantes escreveram uma das mais negras páginas da sua história. Se até aqui o vale-tudo era a regra, nesta campanha eleitoral valeu-tudo-e-ainda-mais...É nesse mesmo quadro de desbragado desaforo que encontramos o papel das chamadas «sondagens de opinião»: se os que as encomendam e pagam, e os que aviam a encomenda a troco do que recebem, tivessem um bocadinho de vergonha, tapavam a cara, fechavam a loja e deixavam de fazer e chamar sondagens de opinião a operações que visam, não auscultar intenções de voto mas influenciar o sentido de voto dos eleitores.Ora, é também à luz desta realidade que os excelentes resultados eleitorais da CDU devem ser lidos: só uma força política profundamente enraizada nas massas populares, e com capacidade para levar por diante uma campanha como a da CDU, poderia superar tantos e tão fortes obstáculos.
De facto a espantosa campanha eleitoral da CDU - realizada por todos os seus candidatos - com destaque para a camarada Ilda Figueiredo; pelos dirigentes e quadros do PCP – com destaque para o camarada Jerónimo de Sousa; e por milhares de outros activistas da CDU – militantes do PCP, do PEV, da ID e independentes – permitiu rechaçar o essencial da ofensiva mediática e obter um resultado que, nas circunstâncias em que foi obtido, pode considerar-se histórico.
O resultado do PS constitui uma expressiva e concludente condenação da política do Governo e uma pesada derrota para o partido do Governo, traduzida designadamente na perda de mais de 550 mil votos e de 5 deputados, naquele que foi o mais baixo resultado eleitoral do PS nos últimos 22 anos.
Uma derrota que, sublinhe-se, tem as suas causas essenciais na luta de massas, na luta dos trabalhadores e das populações, na qual o PCP desempenhou um papel singular e afirmou a sua presença constante – enquanto as restantes forças políticas limitavam a sua intervenção às suas guerrazinhas do alecrim e da manjerona e às habituais sonoras declarações, inócuas em matéria de combate efectivo à política de direita.
Uma derrota que abre novos caminhos à luta pela ruptura com a política de direita que PS/PSD/CDS-PP vêm praticando há 33 anos consecutivos.
Uma derrota cujo significado o primeiro-ministro não quis entender, ao afirmar - com a tradicional arrogância e com profundo desprezo pela vontade claramente manifestada pelo eleitorado – a sua intenção de prosseguir a política que conduziu o País à dramática situação em que se encontra – e assim obrigando ao prosseguimento e à intensificação da luta contra tal política.
No decorrer da campanha eleitoral, o secretário-geral do PCP afirmou repetidas vezes que, fossem quais fossem os resultados, a luta iria continuar no dia seguinte – e que ela seria tanto mais forte quanto mais expressiva fosse a votação na CDU.Agora, podemos dizer que - porque a CDU está mais forte, porque somos mais e os votos que conquistámos são votos de luta e para a luta – que, por tudo isso, a luta vai continuar: mais forte, mais participada e com crescente confiança.
No domingo levámos a luta até ao voto. Agora, vamos levar o voto até à luta.»
Editorial in Avante de 12-06-2009

terça-feira, 9 de junho de 2009

PCP e financiamento dos partidos - Quinta, 30 Abril 2009


Em declaração de voto na Assembleia República, Bernardino Soares referiu que «se é certo que hoje foram aprovadas aqui alterações que corrigem alguns aspectos negativos, mais certo é que mesmo com elas a lei do financiamento, por cuja revogação nos batemos, continuará a ter a nossa firme oposição, por respeito com o regime democrático, a pluralidade de opções políticas e ideológicos os princípios constitucionais.» Lei do Financiamento dos Partidos Políticos e das Campanhas Eleitorais (declaração de voto)

segunda-feira, 8 de junho de 2009

CDU avança com confiança


Relativamente às últimas eleições para o Parlamento Europeu de 2004 a CDU aumentou em número absoluto e em percentagem a sua votação no Concelho de Entroncamento. A nível nacional a Coligação cresceu a votação em 20%, tendo estado à beira de eleger o 3.º deputado (que teria acontecido caso não tivessem sido reduzidos em 2 os deputados da representação nacional no PE). A Coligação ultrapassou a barreira dos 2 dígitos. A CDU, de forma sedimentada e sustentada, recupera. assim, o eleitorado de há 20 anos.
As políticas do Governo PS sofreram um inequívoco cartão vermelho por parte dos portugueses. Por Cá como na Europa os povos mostraram o seu cepticismo face a uma Europa cada vez mais anti-social.

sexta-feira, 5 de junho de 2009

Domingo damo-lhes a resposta, votando CDU!





A peça exibida pela SIC sobre o comício da CDU realizado dia 2 em Almada , naquela que foi uma das maiores iniciativas da campanha eleitoral entre todas as forças partidárias, constituiu um deplorável exercício de jornalismo que viola princípios de isenção e de ética a que um órgão de comunicação social deveria estar vinculado.

A CDU apresentou protesto contra a SIC.

quarta-feira, 3 de junho de 2009

terça-feira, 2 de junho de 2009

Às Centenas os Activistas da CDU em Alpirça

Ontém, a campanha da CDU esteve em várias acções no distrito de Santarém, onde participou Ilda Figueiredo. No Entroncamento houve o contacto com os trabalhadores da EMEF, seguindo-se a visita aos trabalhadores da Compal, em Almeirim. O centro de Santarém foi palco para uma arruada da CDU. Alpiarça recebeu um comício com muitas centenas de activistas, onde também participou Francisco Madeira Lopes, em que Ilda Figueiredo reclamou o emprego com direitos.


A iniciativa, muito participada, em Alpiarça (contrastou com o fiasco da iniciativa de Vital Moreira no Cartaxo) é sem duvida a maior iniciativa político partidária realizada no nosso distrito no âmbito das actuais eleições para o Parlamento Europeu.

domingo, 31 de maio de 2009

Amanhã - 1 de Junho


Rompe as correntes que te amarram!!!


Ontem e Hoje, os governos da burguesia não são solução
Rompe as correntes que te amarram ao Passado!
Contra a Exploração
CDU é Solução!
Basta, Basta estas Políticas estão gastas!

Um século depois, Guerra Junqueiro continua actual...

Mas hoje,

Queremos Abril de Novo
Com a Força do Povo

"Um povo imbecilizado e resignado, humilde e macambúzio, fatalista e sonâmbulo, burro de carga, besta de nora, aguentando pauladas, sacos de vergonhas, feixes de misérias, sem uma rebelião, um mostrar de dentes, a energia dum coice, pois que nem já com as orelhas é capaz de sacudir as moscas; um povo em catalepsia ambulante, não se lembrando nem donde vem, nem onde está, nem para onde vai; um povo, enfim, que eu adoro, porque sofre e é bom, e guarda ainda na noite da sua inconsciência como que um lampejo misterioso da alma nacional, reflexo de astro em silêncio escuro de lagoa morta. [.] Uma burguesia, cívica e politicamente corrupta até à medula, não descriminando já o bem do mal, sem palavras, sem vergonha, sem carácter, havendo homens que, honrados na vida íntima, descambam na vida pública em pantomineiros e sevandijas, capazes de toda a veniaga e toda a infâmia, da mentira à falsificação, da violência ao roubo, donde provém que na política portuguesa sucedam, entre a indiferença geral, escândalos monstruosos, absolutamente inverosímeis no Limoeiro. Um poder legislativo, esfregão de cozinha do executivo; este criado de quarto do moderador; e este, finalmente, tornado absoluto pela abdicação unânime do País. A justiça ao arbítrio da Política, torcendo-lhe a vara ao ponto de fazer dela saca-rolhas. Dois partidos sem ideias, sem planos, sem convicções, incapazes, vivendo ambos do mesmo utilitarismo céptico e pervertido, análogos nas palavras, idênticos nos actos, iguais um ao outro como duas metades do mesmo zero, e não se malgando e fundindo, apesar disso, pela razão que alguém deu no parlamento, de não caberem todos duma vez na mesma sala de jantar."
Guerra Junqueiro, "Pátria", 1896.

Um Século Depois de Junqueiro, 35 anos depois da Revolução dos Cravos

Abril foi do Povo
O Povo quere-o de Novo!

quinta-feira, 28 de maio de 2009

"MEDE CEM VEZES E CORTA UMA SÓ"

Transcrevemos a seguinte carta que nos foi enviada por um trabalhador ferroviário devidamente identificado:
Na sua edição de 14/05//2009, página 24, dá o jornal “o Mirante” conta de um colóquio proferido por Henrique Leal sob o tema “O Estado Novo e a família ferroviária”, colóquio esse por sua vez integrado numa iniciativa a que o B. E. local teve o bom senso de titular de “Cem Anos de Lutas dos Ferroviários”. Digo bom senso porque, por aquilo que já tenho visto vindo daquelas bandas, não me admirava nada que lhe tivesse chamado antes “Cem anos de luta do B.E. no seio dos ferroviários”.
Não assisti ao colóquio mas, pelo que é contado n’ “o Mirante”, o senhor Henrique Leal terá “borrado a escrita” ou melhor “borrou a oração” ao contar a “surpresa que teve em 2001 numa visita ao Centro de Formação da Fernave, no Entroncamento” quando “encontrou no quadro uma das frases que tinha recolhido no tempo do Estado Novo” – “MEDE CEM VEZES E CORTA UM SÓ”.
Para quem é Técnico de Serralharia Mecânica, não se consegue vislumbrar nesta frase nada de nazi, nada de anti-democrático, bem antes pelo contrário, trata-se de uma frase, pela carga simbólica que expressa, da máxima importância para quem na aprendizagem de uma profissão técnica, tem de medir peças ao milésimo de milímetro. Certamente que esta operação de medir dirá muito pouco aos historiadores, mas, repito, é uma frase importantíssima a meu ver e ao ver de muitos ferroviários que me telefonaram indignados e revoltados com a referida alocução.
Mais razão temos para nos sentirmos indignados e revoltados quando sabemos que tal oratória parte de alguém supostamente de esquerda, que em vez de balizar e fazer um retrato sério do que foi o fascismo, trata-o eufemísticamente em várias passagens do discurso, apoUca todos quantos, formadores ou formandos, foram grandes resistentes e lutadores e passaram por essa escola de aprendizes e, por via duma simples frase que não soube ou não quis interpretar, misturou formação fascista com a formação democrática do pós 25 de Abril.
Não nos surpreende, pois que, de quem aceitou sem a mais ínfima oposição que, na Câmara Municipal de Entroncamento fosse colocada uma fotografia de um fascista ao lado de democratas eleitos em eleições verdadeiramente livres, não podíamos esperar melhor.
Pessoalmente, como democrata e progressista nunca “cuspi no prato onde comi” a troco de nada e muito menos para fins eleitoralistas.Com os meus cumprimentos

terça-feira, 26 de maio de 2009

LÁ SE FAZEM, CÁ SE PAGAM

É PRECISO NÃO ESQUECER QUEM FORAM OS RESPONSÁVEIS

segunda-feira, 25 de maio de 2009

Faleceu Álvaro Favas Brasileiro



Álvaro Favas Brasileiro nasceu em Alpiarça, a 2 de Março de 1935.
Aos 2 anos de idade fica sem pai.
Frequentou a escola primária Visconde Barroso, onde fez a 4ª classe com distinção.
Com a saída da escola, entra nos duros trabalhos do campo.
Aos 15 anos assiste ao assassinato do jovem Alfredo Lima, durante uma concentração de trabalhadores agrícolas em Alpiarça.

Com 16 anos, adere ao M.U.D. juvenil, cuja primeira reunião em que participa se realiza na casa de Joaquim Pratas (Joaquim Zaragata).
Em 1958, dá se o primeiro contacto com o Partido Comunista Português.
Neste mesmo ano, faz parte da Comissão de Apoio à candidatura do General Humberto Delgado.
Em 1961, é obrigado a fugir da sua terra, para não ser preso, por motivos políticos.
Em 1963, é preso pela GNR de Alpiarça e levado para o Aljube, e mais tarde ainda para Caxias.
É julgado no tribunal Plenário da Boa Hora, onde é condenado a dezasseis meses de prisão correccional e a cinco anos de perda de direitos políticos.
Depois da sua saída da prisão, é novamente chamado para tarefas políticas. Assim, em 1969 faz parte da Comissão de Apoio à campanha eleitoral do MDP-CDE.
No final dos anos sessenta, princípio dos anos setenta, ajuda a formar e a organizar as comissões de defesa dos seareiros de melão e de tomate, nos campos do vale do Tejo.
Em 1972 faz parte da Comissão Nacional do Congresso da Oposição Democrática, em Aveiro.

Ainda em 1972 é um dos fundadores e membro director da primeira Associação de Produtores de melão, em Vila Franca de Xira.
Em 1973 é candidato pelo distrito de Santarém, integrado nas listas do Movimento Democrático Português / Comissão Democrática Eleitoral (MDP-CDE) para a Assembleia Nacional.
No final da campanha, é obrigado a fugir novamente, para não voltar a ser preso.
Fez parte de muitas comissões de luta, nas praças de jorna de sua terra e esteve ligado a diversas lutas dos operários agrícolas do Ribatejo e do Alentejo.
Com o 25 de Abril, através do Movimento das Forças Armadas, foi chamado a integrar a Comissão Administrativa da Câmara Municipal de Alpiarça.
Foi um dos fundadores e membro director da Cooperativa de Produção Agrícola “Mouchão do Inglês”.
Sai da Cooperativa para fazer parte da Direcção do Sindicato dos Operários Agrícolas do distrito de Santarém.
Na Comissão Nacional do Plano, representou, durante muito tempo, o sector cooperativo.
Em 1979, é candidato e eleito deputado do PCP na Assembleia da República.
Como deputado, eleito pelo distrito de Santarém, na I, II, III, IV e V Legislatura, exerceu funções de Secretário, Vice-presidente e Presidente da Comissão Parlamentar de Agricultura e Pescas, na Assembleia da Republica.
Fez parte do Secretariado do Grupo Parlamentar do PCP e pertenceu durante vários anos à Comissão de Agricultura junto do Comité Central do PCP.