quinta-feira, 18 de junho de 2009

sábado, 13 de junho de 2009

«No domingo levámos a luta ao voto. Agora, vamos levar o voto à luta»

Editorial do Jornal Avante

«A palavra de ordem gritada por dezenas de milhares de militantes e amigos do PCP na memorável Marcha CDU de 23 de Maio e, depois, no decorrer da campanha eleitoral, teve a sua confirmação plena nos magníficos resultados obtidos nas eleições para o Parlamento Europeu. Resultados que mostram, sem margem para quaisquer dúvidas, que a CDU avança com toda a confiança.
Provas inequívocas desse avanço são, como exemplifica o Comunicado do Comité Central do PCP, os mais de 70 000 votos conquistados, com o crescimento em todos os distritos e nas regiões autónomas; com a subida de 1,6 pontos percentuais; com o aumento em 23% da massa eleitoral da CDU; com a manutenção de dois deputados, num quadro de redução do número total de deputados a eleger; com as vitórias alcançadas nos distritos de Beja, Évora e Setúbal e em três dezenas de concelhos – tudo isso conferindo ao resultado obtido uma relevância notável.
E a verdade é que, confirmando o sentido do avanço e do crescimento eleitoral da CDU nos últimos actos eleitorais, este resultado projecta na vida política nacional, e para as próximas eleições, não apenas a possibilidade de derrotar a política de direita, como de impor, com o reforço da CDU, uma viragem na política nacional.
Com efeito, a CDU emerge destas eleições com a redobrada confiança que o seu resultado testemunha, como a mais sólida garantia de dar expressão às aspirações dos trabalhadores e do povo a uma vida melhor e de inscrever no horizonte próximo o objectivo de uma outra política e um outro rumo para o País.
Podem os média dominantes e os seus comentadores, analistas e politólogos de serviço, fingir que ignoram estes dados e enredarem-se em especulações baratas sobre pretensos significados de «derrotas» e «vitórias» de acordo com os seus desejos; podem prosseguir o desaforo manipulador de que deram exuberantes provas; podem dar continuidade, passadas as eleições, aos baixos ataques que, durante toda a campanha, desferiram contra a CDU; podem, enfim, ser iguais a si próprios, que não conseguem anular esta poderosa realidade: a CDU afirmou-se inequivocamente como força a crescer e obteve um resultado que a confirma como a grande força impulsionadora da luta por um novo rumo para o País, indispensável e insubstituível como alternativa à política de direita.
Na verdade, os média dominantes escreveram uma das mais negras páginas da sua história. Se até aqui o vale-tudo era a regra, nesta campanha eleitoral valeu-tudo-e-ainda-mais...É nesse mesmo quadro de desbragado desaforo que encontramos o papel das chamadas «sondagens de opinião»: se os que as encomendam e pagam, e os que aviam a encomenda a troco do que recebem, tivessem um bocadinho de vergonha, tapavam a cara, fechavam a loja e deixavam de fazer e chamar sondagens de opinião a operações que visam, não auscultar intenções de voto mas influenciar o sentido de voto dos eleitores.Ora, é também à luz desta realidade que os excelentes resultados eleitorais da CDU devem ser lidos: só uma força política profundamente enraizada nas massas populares, e com capacidade para levar por diante uma campanha como a da CDU, poderia superar tantos e tão fortes obstáculos.
De facto a espantosa campanha eleitoral da CDU - realizada por todos os seus candidatos - com destaque para a camarada Ilda Figueiredo; pelos dirigentes e quadros do PCP – com destaque para o camarada Jerónimo de Sousa; e por milhares de outros activistas da CDU – militantes do PCP, do PEV, da ID e independentes – permitiu rechaçar o essencial da ofensiva mediática e obter um resultado que, nas circunstâncias em que foi obtido, pode considerar-se histórico.
O resultado do PS constitui uma expressiva e concludente condenação da política do Governo e uma pesada derrota para o partido do Governo, traduzida designadamente na perda de mais de 550 mil votos e de 5 deputados, naquele que foi o mais baixo resultado eleitoral do PS nos últimos 22 anos.
Uma derrota que, sublinhe-se, tem as suas causas essenciais na luta de massas, na luta dos trabalhadores e das populações, na qual o PCP desempenhou um papel singular e afirmou a sua presença constante – enquanto as restantes forças políticas limitavam a sua intervenção às suas guerrazinhas do alecrim e da manjerona e às habituais sonoras declarações, inócuas em matéria de combate efectivo à política de direita.
Uma derrota que abre novos caminhos à luta pela ruptura com a política de direita que PS/PSD/CDS-PP vêm praticando há 33 anos consecutivos.
Uma derrota cujo significado o primeiro-ministro não quis entender, ao afirmar - com a tradicional arrogância e com profundo desprezo pela vontade claramente manifestada pelo eleitorado – a sua intenção de prosseguir a política que conduziu o País à dramática situação em que se encontra – e assim obrigando ao prosseguimento e à intensificação da luta contra tal política.
No decorrer da campanha eleitoral, o secretário-geral do PCP afirmou repetidas vezes que, fossem quais fossem os resultados, a luta iria continuar no dia seguinte – e que ela seria tanto mais forte quanto mais expressiva fosse a votação na CDU.Agora, podemos dizer que - porque a CDU está mais forte, porque somos mais e os votos que conquistámos são votos de luta e para a luta – que, por tudo isso, a luta vai continuar: mais forte, mais participada e com crescente confiança.
No domingo levámos a luta até ao voto. Agora, vamos levar o voto até à luta.»
Editorial in Avante de 12-06-2009

terça-feira, 9 de junho de 2009

PCP e financiamento dos partidos - Quinta, 30 Abril 2009


Em declaração de voto na Assembleia República, Bernardino Soares referiu que «se é certo que hoje foram aprovadas aqui alterações que corrigem alguns aspectos negativos, mais certo é que mesmo com elas a lei do financiamento, por cuja revogação nos batemos, continuará a ter a nossa firme oposição, por respeito com o regime democrático, a pluralidade de opções políticas e ideológicos os princípios constitucionais.» Lei do Financiamento dos Partidos Políticos e das Campanhas Eleitorais (declaração de voto)

segunda-feira, 8 de junho de 2009

CDU avança com confiança


Relativamente às últimas eleições para o Parlamento Europeu de 2004 a CDU aumentou em número absoluto e em percentagem a sua votação no Concelho de Entroncamento. A nível nacional a Coligação cresceu a votação em 20%, tendo estado à beira de eleger o 3.º deputado (que teria acontecido caso não tivessem sido reduzidos em 2 os deputados da representação nacional no PE). A Coligação ultrapassou a barreira dos 2 dígitos. A CDU, de forma sedimentada e sustentada, recupera. assim, o eleitorado de há 20 anos.
As políticas do Governo PS sofreram um inequívoco cartão vermelho por parte dos portugueses. Por Cá como na Europa os povos mostraram o seu cepticismo face a uma Europa cada vez mais anti-social.

sexta-feira, 5 de junho de 2009

Domingo damo-lhes a resposta, votando CDU!





A peça exibida pela SIC sobre o comício da CDU realizado dia 2 em Almada , naquela que foi uma das maiores iniciativas da campanha eleitoral entre todas as forças partidárias, constituiu um deplorável exercício de jornalismo que viola princípios de isenção e de ética a que um órgão de comunicação social deveria estar vinculado.

A CDU apresentou protesto contra a SIC.

quarta-feira, 3 de junho de 2009

terça-feira, 2 de junho de 2009

Às Centenas os Activistas da CDU em Alpirça

Ontém, a campanha da CDU esteve em várias acções no distrito de Santarém, onde participou Ilda Figueiredo. No Entroncamento houve o contacto com os trabalhadores da EMEF, seguindo-se a visita aos trabalhadores da Compal, em Almeirim. O centro de Santarém foi palco para uma arruada da CDU. Alpiarça recebeu um comício com muitas centenas de activistas, onde também participou Francisco Madeira Lopes, em que Ilda Figueiredo reclamou o emprego com direitos.


A iniciativa, muito participada, em Alpiarça (contrastou com o fiasco da iniciativa de Vital Moreira no Cartaxo) é sem duvida a maior iniciativa político partidária realizada no nosso distrito no âmbito das actuais eleições para o Parlamento Europeu.

domingo, 31 de maio de 2009

Amanhã - 1 de Junho


Rompe as correntes que te amarram!!!


Ontem e Hoje, os governos da burguesia não são solução
Rompe as correntes que te amarram ao Passado!
Contra a Exploração
CDU é Solução!
Basta, Basta estas Políticas estão gastas!

Um século depois, Guerra Junqueiro continua actual...

Mas hoje,

Queremos Abril de Novo
Com a Força do Povo

"Um povo imbecilizado e resignado, humilde e macambúzio, fatalista e sonâmbulo, burro de carga, besta de nora, aguentando pauladas, sacos de vergonhas, feixes de misérias, sem uma rebelião, um mostrar de dentes, a energia dum coice, pois que nem já com as orelhas é capaz de sacudir as moscas; um povo em catalepsia ambulante, não se lembrando nem donde vem, nem onde está, nem para onde vai; um povo, enfim, que eu adoro, porque sofre e é bom, e guarda ainda na noite da sua inconsciência como que um lampejo misterioso da alma nacional, reflexo de astro em silêncio escuro de lagoa morta. [.] Uma burguesia, cívica e politicamente corrupta até à medula, não descriminando já o bem do mal, sem palavras, sem vergonha, sem carácter, havendo homens que, honrados na vida íntima, descambam na vida pública em pantomineiros e sevandijas, capazes de toda a veniaga e toda a infâmia, da mentira à falsificação, da violência ao roubo, donde provém que na política portuguesa sucedam, entre a indiferença geral, escândalos monstruosos, absolutamente inverosímeis no Limoeiro. Um poder legislativo, esfregão de cozinha do executivo; este criado de quarto do moderador; e este, finalmente, tornado absoluto pela abdicação unânime do País. A justiça ao arbítrio da Política, torcendo-lhe a vara ao ponto de fazer dela saca-rolhas. Dois partidos sem ideias, sem planos, sem convicções, incapazes, vivendo ambos do mesmo utilitarismo céptico e pervertido, análogos nas palavras, idênticos nos actos, iguais um ao outro como duas metades do mesmo zero, e não se malgando e fundindo, apesar disso, pela razão que alguém deu no parlamento, de não caberem todos duma vez na mesma sala de jantar."
Guerra Junqueiro, "Pátria", 1896.

Um Século Depois de Junqueiro, 35 anos depois da Revolução dos Cravos

Abril foi do Povo
O Povo quere-o de Novo!

quinta-feira, 28 de maio de 2009

"MEDE CEM VEZES E CORTA UMA SÓ"

Transcrevemos a seguinte carta que nos foi enviada por um trabalhador ferroviário devidamente identificado:
Na sua edição de 14/05//2009, página 24, dá o jornal “o Mirante” conta de um colóquio proferido por Henrique Leal sob o tema “O Estado Novo e a família ferroviária”, colóquio esse por sua vez integrado numa iniciativa a que o B. E. local teve o bom senso de titular de “Cem Anos de Lutas dos Ferroviários”. Digo bom senso porque, por aquilo que já tenho visto vindo daquelas bandas, não me admirava nada que lhe tivesse chamado antes “Cem anos de luta do B.E. no seio dos ferroviários”.
Não assisti ao colóquio mas, pelo que é contado n’ “o Mirante”, o senhor Henrique Leal terá “borrado a escrita” ou melhor “borrou a oração” ao contar a “surpresa que teve em 2001 numa visita ao Centro de Formação da Fernave, no Entroncamento” quando “encontrou no quadro uma das frases que tinha recolhido no tempo do Estado Novo” – “MEDE CEM VEZES E CORTA UM SÓ”.
Para quem é Técnico de Serralharia Mecânica, não se consegue vislumbrar nesta frase nada de nazi, nada de anti-democrático, bem antes pelo contrário, trata-se de uma frase, pela carga simbólica que expressa, da máxima importância para quem na aprendizagem de uma profissão técnica, tem de medir peças ao milésimo de milímetro. Certamente que esta operação de medir dirá muito pouco aos historiadores, mas, repito, é uma frase importantíssima a meu ver e ao ver de muitos ferroviários que me telefonaram indignados e revoltados com a referida alocução.
Mais razão temos para nos sentirmos indignados e revoltados quando sabemos que tal oratória parte de alguém supostamente de esquerda, que em vez de balizar e fazer um retrato sério do que foi o fascismo, trata-o eufemísticamente em várias passagens do discurso, apoUca todos quantos, formadores ou formandos, foram grandes resistentes e lutadores e passaram por essa escola de aprendizes e, por via duma simples frase que não soube ou não quis interpretar, misturou formação fascista com a formação democrática do pós 25 de Abril.
Não nos surpreende, pois que, de quem aceitou sem a mais ínfima oposição que, na Câmara Municipal de Entroncamento fosse colocada uma fotografia de um fascista ao lado de democratas eleitos em eleições verdadeiramente livres, não podíamos esperar melhor.
Pessoalmente, como democrata e progressista nunca “cuspi no prato onde comi” a troco de nada e muito menos para fins eleitoralistas.Com os meus cumprimentos

terça-feira, 26 de maio de 2009

LÁ SE FAZEM, CÁ SE PAGAM

É PRECISO NÃO ESQUECER QUEM FORAM OS RESPONSÁVEIS

segunda-feira, 25 de maio de 2009

Faleceu Álvaro Favas Brasileiro



Álvaro Favas Brasileiro nasceu em Alpiarça, a 2 de Março de 1935.
Aos 2 anos de idade fica sem pai.
Frequentou a escola primária Visconde Barroso, onde fez a 4ª classe com distinção.
Com a saída da escola, entra nos duros trabalhos do campo.
Aos 15 anos assiste ao assassinato do jovem Alfredo Lima, durante uma concentração de trabalhadores agrícolas em Alpiarça.

Com 16 anos, adere ao M.U.D. juvenil, cuja primeira reunião em que participa se realiza na casa de Joaquim Pratas (Joaquim Zaragata).
Em 1958, dá se o primeiro contacto com o Partido Comunista Português.
Neste mesmo ano, faz parte da Comissão de Apoio à candidatura do General Humberto Delgado.
Em 1961, é obrigado a fugir da sua terra, para não ser preso, por motivos políticos.
Em 1963, é preso pela GNR de Alpiarça e levado para o Aljube, e mais tarde ainda para Caxias.
É julgado no tribunal Plenário da Boa Hora, onde é condenado a dezasseis meses de prisão correccional e a cinco anos de perda de direitos políticos.
Depois da sua saída da prisão, é novamente chamado para tarefas políticas. Assim, em 1969 faz parte da Comissão de Apoio à campanha eleitoral do MDP-CDE.
No final dos anos sessenta, princípio dos anos setenta, ajuda a formar e a organizar as comissões de defesa dos seareiros de melão e de tomate, nos campos do vale do Tejo.
Em 1972 faz parte da Comissão Nacional do Congresso da Oposição Democrática, em Aveiro.

Ainda em 1972 é um dos fundadores e membro director da primeira Associação de Produtores de melão, em Vila Franca de Xira.
Em 1973 é candidato pelo distrito de Santarém, integrado nas listas do Movimento Democrático Português / Comissão Democrática Eleitoral (MDP-CDE) para a Assembleia Nacional.
No final da campanha, é obrigado a fugir novamente, para não voltar a ser preso.
Fez parte de muitas comissões de luta, nas praças de jorna de sua terra e esteve ligado a diversas lutas dos operários agrícolas do Ribatejo e do Alentejo.
Com o 25 de Abril, através do Movimento das Forças Armadas, foi chamado a integrar a Comissão Administrativa da Câmara Municipal de Alpiarça.
Foi um dos fundadores e membro director da Cooperativa de Produção Agrícola “Mouchão do Inglês”.
Sai da Cooperativa para fazer parte da Direcção do Sindicato dos Operários Agrícolas do distrito de Santarém.
Na Comissão Nacional do Plano, representou, durante muito tempo, o sector cooperativo.
Em 1979, é candidato e eleito deputado do PCP na Assembleia da República.
Como deputado, eleito pelo distrito de Santarém, na I, II, III, IV e V Legislatura, exerceu funções de Secretário, Vice-presidente e Presidente da Comissão Parlamentar de Agricultura e Pescas, na Assembleia da Republica.
Fez parte do Secretariado do Grupo Parlamentar do PCP e pertenceu durante vários anos à Comissão de Agricultura junto do Comité Central do PCP.

sexta-feira, 22 de maio de 2009

José Saramago Homenageado pela População de Azinhaga


Inauguração de uma estátua na sua aldeia natal

31 de Maio 2009

quarta-feira, 20 de maio de 2009

REVERENDÍÍÍÍSIMO...

No mínimo, o que aqui se descreve, merece a nossa indignação!

quarta-feira, 13 de maio de 2009

Cooperativistas da CDU em Montemor-o-Novo

Reuniram no passado domingo em Montemor-o-Novo num almoço de confraternização e apoio à CDU cerca de duzentos cooperativistas de vários ramos do Sector Cooperativo, entre os quais membros das cooperativas Scafa e Coferpor, do Entroncamento.
O almoço contou com a participação de Pedro Guerreiro, candidato da CDU às Eleições ao Parlamento Europeu que se realizam já no próximo dia 7 de Junho.
Num ambiente de grande confiança, ali se falou de cooperativismo, da sua importância, do que sobre ele se consagra na Constituição da República Portuguesa e da necessidade de recuperar e protagonizar esse projecto; Ali se falou na importância das próximas eleições para o Parlamento Europeu, porque contrariamente ao que parece distante, foi de lá que emanaram políticas bem nefastas para a maioria dos portugueses. Os aumentos dos horários de trabalho e da idade de reforma, a destruição da capacidade produtiva nacional, etc., revelam bem quão verdadeira é a frase “Lá se Fazem, cá se pagam"; Ali se reflectiu que o dia 8 de Junho pode ser tarde demais para se ver que terá sido muito mau não se ter ido votar no dia 7.
Portanto, mais vale prevenir… e, dia 7 de Junho, VOTAR CDU SEM FALTA!

quinta-feira, 7 de maio de 2009

touro vermelhão e o sapo


Há muito, há muito tempo existe um touro vermelho imponente – o “Vermelhão”. Um dia o touro estava em acção numa das suas habituais cargas contra forças despóticas quando um sapo de triste estatura, todo imundo, peganhoso, olhar de peixe mal morto, fuças de fuinha, ar de coitado, fixou no anglo de visão o venerado touro e ficou deslumbrado.


Cheio de inveja daquele touro bravo selvagem o sapo/plagiário, “frasquinho de veneno” (nome porque era conhecido o batráquio), chamou os amigos/companheiros de percurso: sanguessugas e hienas (a corja do “centrão”).


– Olhem só o tamanho do sujeito vermelhão! É imponente, mas grande coisa; se eu quisesse também era.


As sanguessugas e as hienas, amigas de peito do batráquio, disseram: - concordamos com a tua nova condição, que sejas grande mas, manso e sem ideais (nada de ideologias).


Dizendo isso o sapo colou uma parelha de cornos na testa e um letreiro no bandulho com a palavra “esquerda” e começou a encher a pança. Em pouco tempo já estava com o dobro do seu tamanho habitual.


– Já estou grande como o Vermelhão? – perguntou, às sanguessugas e às hienas burguesas, o inchado sapo de triste figura.
– Não, ainda estás longe! – responderam-lhe em coro a cambada de “chupa-cabras”, como eram conhecidas as sanguessugas e as hienas.
- Vamos dar-te uma ajuda! – vais poder usar as copas das árvores e as elevações, daí podes meter-te nos bicos das patas para berrares desalmadamente aos quatro ventos.


A “corja do centrão”, foi mais longe, encarregou os “louva-a-deus” de fazerem um inquérito cuja amostra eram as centopeias, os mil-patas, e os percevejos, para facilitar, somaram o número de patas de todos os sujeitos inquiridos e dividiram por quatro: uma amostra e peras. Para ajudar, não houvesse surpresas, os resultados foram determinados antes do preenchimento dos questionários e entregues aos “louva-a-deus” com a recomendação de “não haver desvios”.


O batráquio horribilis apareceu à frente do vermelhão nas sondagens.


O sapo, com tanto incentivo e solidariedade de classe, inchou ainda mais um pouco e repetiu a pergunta:
– Já estou grande como o Vermelhão?
– Não – disseram de novo a corja de “chupa-cabras” -, já chega! E é melhor parares com isso porque senão vais acabar mal.


Mas era tanto o voluntarismo de imitar o majestoso vermelhão que o sapo continuou a inchar, inchar, inchar – até estourar. Boooooom…., pufff…
O cheiro foi tão nauseabundo e putrefacto que a muitas milhas chegaram pedaços: aqui um ex-PSR, ali um ex-UDP, acolá um ex-“ex-comunista”. Nus ficaram, também, os comissários políticos dos partidos do centrão, os “chupa-cabras” e Cia Lda infiltrados… que tiveram de arranjar outro objecto de diversão.

Adaptação da fábula de Lafontaine aos nossos dias.

Onde é que isto vai parar?

A RTP e os incidentes do 1º de Maio

O PCP dirigiu uma carta à Direcção de Informação da RTP criticando «o papel a que o serviço público de televisão se prestou na operação montada pelo PS a propósito dos incidentes do 1º de Maio em Lisboa» que ficou marcado, «pelas piores razões, na estante de um jornalismo ditado por critérios de falta de rigor e parcialidade.»

À Direcção de Informação da RTP
O papel a que o serviço público de televisão se prestou na operação montada pelo PS a propósito dos incidentes do 1º de Maio em Lisboa ficará com lugar marcado, pelas piores razões, na estante de um jornalismo ditado por critérios de falta de rigor e parcialidade. Quer seja pela solícita amplificação que o PS, e a sua central de informações, construiram a partir do primeiro momento do incidente, pela repetição acrítica de meias verdades e falsificações ou pelo silenciamento das posições do PCP (alvo directo da campanha montada), a RTP marcou clara presença na tentativa de transformar a mentira em verdade, de procurar inculcar os elementos que no essencial preparassem a opinião pública para a caluniosa operação dirigida contra o PCP. Uma a uma, momento após momento, facto após facto, a RTP ignorou tanto quanto as aparências exigiam os principais visados, deu voz à mentira, silenciou a posição do PCP em que lamentava e manifestava discordância com os incidentes, classificando-os como actos isolados que só responsabilizam os seus autores (insistindo até ao dia 2 à noite na passagem da declaração de Francisco Lopes confinada à questão das desculpas devidas), colaborou activamente na promoção das ideias estruturantes da operação construída pelo PS. A RTP: realizou emissões especiais dedicadas ao acontecimento para dar espaço, sem qualquer possibilidade de contraditório, a «comentadores e analistas» dedicados a ampliar as deturpações e falsificações que a operação exigia; enxameou os estúdios de dirigentes do PS indispensáveis à difusão parcial da sua versão (sem que tenha sido dado igual oportunidade ao PCP); alterou horários de programas já gravados sobre o 25 de Abril e o 1º de Maio; já na posse das imagens da conferência de imprensa do PCP das 20h20 do dia 1 de Maio (que outros canais ainda projectaram nos jornais da noite, caso da TVI através de um directo) a RTP insistiu até ao limite nas declarações do secretário-geral do PCP gravadas num momento em que era reduzida a informação sobre o que pouco antes acontecera em outro local da manifestação (a RTP ainda editou esse registo no dia seguinte no Jornal de Tarde); manteve pela mão dos «comentadores» de serviço do PS e PSD, e em particular de António Vitorino, 48h e 72 horas depois, a difusão das mesmas deturpações e mentiras; mantém ainda hoje na total ignorância, factos sobejamente elucidativos sobre intervenientes directos no incidente que nada têm a ver com o PCP (que seguramente conhece e que outros órgãos de comunicação social já noticiaram) que fariam ruir o castelo de mentiras que quis construir. Com a esperança de que os factos hoje revistos, testemunhos do papel a que a RTP se prestou, relevem enquanto contribuição para a construção de um jornalismo ditado por critérios de independência e menos governamentalizado, receba os nossos cumprimentos
Jorge CordeiroMembro da Comissão Política do PCP
Lisboa, 5 de Maio de 2009

terça-feira, 5 de maio de 2009

Os incendiários de multidões


Quem é o rapaz loiro?


Está nesta foto e no inicio deste vídeo : PARA VER CLICAR AQUI


Ou será engano?


Pode ser...Ou será que o Chico terá que ir pedir desculpas ao Avô Cantigas?


Rais'partam o loiro que se deixou apanhar!

sábado, 2 de maio de 2009

sexta-feira, 1 de maio de 2009

1.º de Maio no Tramagal




Sobre o 1º de Maio, os incidentes registados em Lisboa e as manobras e calúnias do PS

PCP saúda os trabalhadores portugueses e a CGTP-IN pela sua participação e realização do 1º de Maio e, ao mesmo tempo que manifesta a sua discordância e lamenta os incidentes verificados em Lisboa – num acto isolado de alguns manifestantes – não pode deixar de rejeitar as acusações, insultos e calúnias dirigidas pelo PS contra o PCP

quinta-feira, 30 de abril de 2009

quarta-feira, 29 de abril de 2009

PCP saúda determinação dos trabalhadores da REFER

O PCP apresentou na Assembleia da República um requerimento ao Governo exigindo explicações sobre a repressão dos trabalhadores da REFER no passado dia 23 de Abril (Ler Requerimento Aqui). Hoje, realizou-se um plenário de activistas sindicais e das ORT's da Refer (na foto), convocado em resposta à repressão da luta de dia 23, que agora já foi recebido pela Administração da Empresa, onde entregou uma resolução com as suas reivindicações. O PCP saúda esta mudança de atitude da Administração da REFER, mas saúda principalmente a determinação e luta dos trabalhadores que a impuseram.

EMEF: A verdadeira face da política do PS posta a nú


O PCP avançou na Assembleia da República com um requerimento sobre a EMEF, empresa pública onde os dados do Balanço Social de 2008 demonstram dois dados claros sobre a política real que o Governo pratica nas Empresas Públicas e promove nas privadas: um aumento de 53% nos custos com os órgãos sociais e um aumento continuado da precariedade laboral (aumenta para o triplo em dois anos!) Requerimento em PDF, aqui

terça-feira, 28 de abril de 2009

A verdade sobre o trabalho dos Deputados do PCP no Parlamento Europeu


"Descobriu o Expresso, pela pena de Daniel do Rosário, que afinal os deputados da CDU no Parlamento Europeu não são os que mais trabalharam durante os últimos cinco anos... Esta proeza foi conseguida recorrendoa um método que, como o próprio artista afirma, é «tão discutível como a classificação dos países medalhados nos Jogos Olímpicos»: o número de relatórios apresentados por cada parlamentar. Acontece que este critério é, de facto, um pouco discutível, pois de todas as formas de intervenção parlamentar a elaboração de relatórios é precisamente a que menos depende da vontade do deputado, pois quanto maior for o grupo político a que pertence, mais este terá relatórios para distribuir entre os seus deputados. Mas se recorrermos à média de relatórios por deputado, aí os dois eleitos da CDU, Ilda Figueiredo e Pedro Guerreiro, com 28 relatórios, apresentam um trabalho muito superior aos 71 realizados, por exemplo, pelos 12 deputados do PS. Em matéria de perguntas escritas e orais, os deputados da CDU superam todos os outros, com 658, ou seja, mais de 42 por cento do total dasperguntas realizadas pelos 24 deputados portugueses. O mesmo em matéria de intervenções em plenário, que, tal como as perguntas, dependem exclusivamente da vontade dos parlamentares e dos partidos que representam. Ilda Figueiredo e Pedro Guerreiro fizeram 1372 intervenções, quase um terço do total das intervenções portuguesas, já para não falar, do intenso e incomparável trabalho realizado pelos deputados do PCP no contacto com as populações, na sua ligação epresença na realidade nacional, na sua intervenção junto dostrabalhadores e do Povo em função dos seus problemas concretos. No outro extremo da tabela, estão nomes notáveis, como João de Deus Pinheiro, do PSD, Sérgio Sousa Pinto, do PS, ou Miguel Portas, do BE, com muito pouco para mostrar. Mas isso são contas de outro rosário..." in pagina CDU.
Um exemplo paradigmático, uma aberração da chamada "nova" esquerda.

Todos se lembram dos programas televisivos, rádio, entrevistas de Miguel Portas sobre os mais diversos assuntos (uma enciclopédia sabechona). Mas é para isso que um deputado é eleito para o Parlamento Europeu? E que dizer dos debate conjuntos com o PS (por exemplo aqui no Entroncamento Paulo Portas + Elisa Ferreira) contra as orientações do grupo europeu em que Miguel Portas se incere? Será que é por serem iguais? Será porque há outra estratégia na sombra? O que é mais importante para o País a promoção pessoal ou os interesses dos povos europeus...? Como diz o Povo: "sol na eira e chuva no nabal, é dificil". Mas este é só um exemplo, há os às dezenas que, só lá vão buscar o cheque no fim do mês, servem interesses instalados e, servirem-se do cargo para a promoção pessoal sendo eles da dita "esquerda" (em panos de fundo) ou da direita assumida. A esquerda só o é se for dos povos, dos trabalhadores, dos oprimidos... A "esquerda" das modas, dos médias dançando os ritmos dos poderosos...e comendo à mesma mesa é a esquerda do engodo e do faz de conta. Na majedoura do grande capital só é aceite quem se sumeter ao poder do dinheiro.

sábado, 25 de abril de 2009

CNA tem 65,9% dos votos

Apuramento dos resultados eleitorais termina na África do Sul

O partido do Congresso Nacional Africano (CNA) ganhou as eleições com uma expressiva vitória nas eleições da África do Sul. Recorde-se que o ANC é uma formação de comunistas e seus aliados. O Congresso Nacional Africano obteve 65,9 por cento dos votos, seguido pela Aliança Democrática, com 16,66 por cento e o Congresso do Povo - dissidentes do CNA -, com 7,42 por cento.

O Partido Comunista Português já felicitou mais esta vitória do Partido Comunista da África do Sul e de seus aliados, fazendo votos para o aprofundamento das conquistas dos povos sul-africanos.

quinta-feira, 23 de abril de 2009

4000 assinaturas venceram a luta - (Clic 2X na imagem)

Ministério da Saúde deu resposta às preocupações, moções, perguntas da Assembleia Municipal de Entroncamento, Perguntas do PCP (e repetição) e de outros partidos. Esta é também uma resposta às cerca de 4.000 assinaturas do baixo assinado da Comissão de Utentes que geraram uma dinâmica decisiva para dar expressão às preocupações dos utentes sem médico de família e à necessidade de criação das condições materiais para o exercício dos cuidados de saúde no concelho. Qualquer tentativa de apropriação deste resultado é de mau gosto, desonesta, e merece a devida resposta nas urnas, pois os que por lá andam (pala câmara) só há pouco acordaram para o problema. Até se podem, agora, colocar nos bicos dos pés que já não chegam lá.
A CDU e o PCP vão ficar atentos a mais estas promessas do Governo em vésperas de eleições. Faremos como São Tomé: "ver para crer".

Os Utentes do Centro de Saúde e a sua Comissão estão de Parabéns.

domingo, 19 de abril de 2009

Declaração de Voto - Relatório e Contas 2008

Relatório e Contas 2008 revelam continuidade e um estilo de gestão inadequado ao concelho de Entroncamento!
O relatório e as contas da actividade municipal relativa a 2008 apresentam fraca execução orçamental devido à obra por fazer.

A CDU realizou uma análise detalhada dos documentos de gestão apresentados e comprovou a justeza das críticas, reservas e apreensões que ao longo dos anos colocámos.
Mantemos as nossas preocupações sobre o rumo definido, a situação que daí decorre e os efeitos negativos no desenvolvimento do concelho e na vida das pessoas.


Diminuíram as receitas

A taxa de execução global da receita, fica-se nos 58,33% do orçamentado. A taxa de execução das receitas de capital foi somente de 23,8 %.

Ao nível dos impostos directos a execução atinge 112,4 %. Só a execução na cobrança do IMI é de 123 %. As receitas de IMI subiram quase 400 % numa década. O aumento da receita dos impostos directos está associado à diminuição do poder de compra da população, imposta por uma política geradora de injustiças e desigualdades que neste caso se ataca ao direito à habitação por duas vias: no agravamento do IMI cujas receitas sobem escandalosamente e no exacerbar da forma de aplicação do IMT sobre transacção da habitação.

Se dúvidas subsistissem, ficaria hoje ainda mais claro que a CDU tinha razão ao rejeitar a taxa máxima do IMI, proposta pela Presidente de Câmara e aprovada pelo PSD.

Na verdade, este elevado sacrifício exigido a quem já paga aos bancos mensalidades insuportáveis, foi a receita com que a Câmara de Entroncamento conseguiu diminuir o endividamento e manter obras de fachada (poucas). Estes elementos comprovam por si só a razão da nossa denúncia aquando da aprovação do Orçamento.

A queda abrupta nas receitas da derrama, impostos directos, licenças, multas: 1,5 milhões de euros em relação ao planeado, revela a profunda crise vivida no concelho e as apostas erradas de desenvolvimento do concelho em sectores vulneráveis à crise.

A esta diminuição de receitas, com origem na debilidade do tecido produtivo, estão associados vários factores que destacamos, por um lado a própria incapacidade municipal de captar mais receita, mas principalmente fruto dos vários pacotes legislativos, onde se inclui a Lei das Finanças Locais, com decisões do Governo PS/Sócrates e antecessores castradores do Poder Local Democrático.

A execução na receita da derrama reflecte as dificuldades do tecido económico do concelho. Não há aposta nos sectores produtivos daí a fragilidade do comércio local, dos diversos serviços com a concomitante incapacidade de resistir à crise.

No passado caracterizávamos o concelho como industrial com um forte sector de manutenção de equipamentos ferroviário e outros serviços técnicos complementares, formação ferroviária, ensino etc... Havia na região uma dinâmica militar geradora de consumo que se perdeu. Há empresas a fechar ou em vias de sair do concelho: a fábrica de malhas que encerrou, a empresa de serviços de máquinas pesadas que se vai deslocalizar.

Estes sectores não podem ser simplesmente substituídos por mais especulação imobiliária, pelo sector de construção civil quase completamente paralisado pela crise ou por uma hipotética base logística altamente mecanizada e robotizada.

O Entroncamento continua a perder unidades produtivas por arrastamento da destruição da fileira ferroviária e continuamos a não ter espaços para sectores de ponta e de inovação, em contrapartida temos áreas enormes de logística e a possibilidade desafectação de 2/3 dos terrenos da REFER para construir milhares de fogos.

Mais um ano a marcar passo!

Execução do Plano de Actividades não chega a metade do previsto.

Em matéria de despesa, de sublinhar uma execução que, globalmente, não chega aos 49,3%, puxada para o fundo por apenas 23,7% nas despesas de capital, e de 21,7 do previsto no Plano Plurianual de Investimento, o que é bem revelador. Nas intervenções directas e potencialmente geradoras de desenvolvimento, que já não contemplavam um conjunto de obras e intervenções urgentes e fundamentais, muito ficou por fazer. Algumas dessas prioridades têm sido exaustivamente elencadas por nos CDU.

Uma situação muito esclarecedora quando vista por funções: por exemplo as funções sociais foram quase ignoradas 13,8% e a execução nas funções económicas ficaram-se por 18,7%, enquanto as actividades económicas e sociais se desmoronam à nossa volta.

Nós, CDU não enjeitamos a responsabilidade de criar condições de financiamento embora discordando das prioridades: achamos que alguns investimentos se justificam, em bairros e algumas infra-estruturas urgentes. Divergimos quanto ao investimento de encher o olho, a quem vem de fora, quando ainda há bairros sem saneamento básico (Casais Formigos e bairros ferroviários) águas residuais a correrem a escape aberto para o Tejo, jardim da Liberdade, 2 espaços dos 3 no Casal Saldanha sem remodelação, o problema grave das infra-estruturas estruturantes do saneamento básico, etc...

O gráfico do investimento indica-nos uma queda progressiva e acentuada nos investimentos no último quinquénio acentuada pela degradação da capacidade de gerar investimento a partir da poupança nas receitas correntes.

A Receita corrente do Orçamento Inicial não chegou. Fizeram-se alterações que levaram ao corte de investimentos. Apesar da venda de terrenos e de se baterem recordes todos os anos a colecta de impostos directos, sobretudo no IMI, o investimento continua a cair.

Apesar de mais trabalhadores admitidos, o recurso a fornecimento de serviços externos aumentou significativamente - qualquer coisa não bate certo...

Como habitualmente, felicitamos os serviços da Câmara pelo empenho na sua actividade, em particular no seu contributo para a apresentação deste documento.


O Entroncamento necessita de uma estratégia de um rumo para uma vida melhor.
O Entroncamento deve assumir o seu papel de maior núcleo urbano do Médio Tejo desenvolvendo capacidades e inovando o concelho e a região. O Entroncamento tem tudo para liderar processos regionais no Médio Tejo.

Entroncamento, 18 de Abril de 2009

Os Eleitos na Assembleia Municipal

quinta-feira, 16 de abril de 2009

Comunistas na Moldávia Ganham mais uma vez as eleições

O Tribunal Constitucional ordenou, domingo, a recontagem dos votos na Moldávia. A decisão vem ao encontro do pedido do presidente do país, que pretende reforçar a legitimidade da vitória eleitoral comunista depois dos protestos violentos da semana passada promovidos do exterior com apoios internos de gente que enriqueceu subitamente. Há dedo da NATO nos distúrbios que visam impedir a legitimidade soberana de um povo, é que as "amplas liberdades" vão para além de qualquer lógica racional de liberdade.

quarta-feira, 15 de abril de 2009

PCP volta à carga no
Parlamento com medidas
sociais e económicas para
superar a actual crise em
Portugal.

segunda-feira, 13 de abril de 2009

Apoiantes CDU


Alice Vieira – Escritora
Álvaro Guimarães Dias – Juíz Conselheiro Jubilado
Álvaro Salazar – Maestro
Álvaro Siza Vieira – Arquitecto
António Carmo – Artista Plástico
António Cartaxo – Professor Universitário/Jornalista
Borges Coelho – Historiador
César Príncipe – Escritor/Jornalista
Deolinda Machado – Professora / Dirigente CGTP-IN / Dirigente Liga Operária Católica
Edivaldo Monteiro – Atleta Olímpico
Fernando Correia – Jornalista Desportivo
Guilherme da Fonseca – Ex-Juíz do Tribunal Constitucional
Helder Costa – Encenador
Inês Fontinha – Socióloga / Presidente Associação «O Ninho»
Irene Cruz – Actriz
José Barata Moura – Professor Catedrático
José Morais e Castro – Actor
José Robert – Maestro
Manuel Loff – Professor Universitário
Manuela Bronze – Artista Plástico / Professora do Ensino Superior
Maria do Ceú Guerra – Actriz
Nápoles Guerra – Coronel do Exército
Nuno Grande – Professor Catedrático Jubilado
Óscar Lopes – Escritor
Rita Lello – Actriz
Rosa Coutinho – Almirante


Os apoios constantes desta primeira divulgação, na actual situação económica e social e num ano marcado por um importante ciclo eleitoral, confirmam a CDU como um grande e reforçado espaço de convergência democrática e de alternativa política, de todos aqueles que, afrontados pela política de direita, exigem a ruptura com essa política e uma inequívoca e consistente política de esquerda.

quinta-feira, 9 de abril de 2009

O Principio do Fim da Ferrovia no Concelho - RVE - Opinião do PCP

Dizíamos há dias que “O Planeamento e a Gestão do Território têm por finalidade e objecto o ordenamento territorial, com especial atenção na análise da distribuição dos locais destinados à habitação, às actividades produtivas e outras ocupações, bem como das formas de utilização dos espaços”.
Mais à frente acrescentávamos que, “Para o PCP, estes instrumentos, como criação política são embebidos de carga ideológica e pendem sempre para um dos lados: os interesses da população ou os interesses particulares dominantes”.
Assim, é com especial preocupação que seguimos o desenrolar da Revisão do Plano Director Municipal no que concerne ao território ferroviário do entroncamento gerido pela REFER do Grupo CP, com ou sem projectos Europan ou outros artefactos.
A REFER através da sua Empresa INVESFER elaborou um estudo onde diz valorizar o seu património Ferroviário no Entroncamento. Esse mesmo estudo tem uma orientação clara e inequívoca: desafectar 2/3 dos actuais 170 hectares da área ferroviário e destina-los à especulação imobiliária para milhares de fogos.
A CDU compreende a necessidade de incluir na malha urbana os 5 hectares do Museu Nacional Ferroviário, assim como os 19 hectares do Bairro Camões, alguns hectares na envolvente à estação para comércio e serviços e até converter algumas áreas por períodos de 30-50 anos a outras actividades produtivas.
No entanto, opomo-nos à destruição do complexo de Formação Profissional Ferroviário do Entroncamento (26 hectares), Opomo-nos à desafectação da área de armazenamento de materiais (20 Hectares) e por fim não concordamos que se desafectem terrenos de reserva de expansão ferroviária (39 Hectares) para a especulação imobiliária.
Este projecto significa a eliminação das infraestruturas da formação profissional ferroviária, o desaparecimento da triagem da CP/cargas, a deslocalização para Lisboa do Posto de Comando REFER/CP e o encerramento de postos de inspecção diversos, na continuação do encerramento do Intituto Superior de Transportes e Comunicações.
Na autarquia, o PSD, e os outros que p´ra lá andam, durante este mandato, esqueceram-se de aprofundar a discussão em torno desta questão. No actual processo de Revisão do Plano Director Municipal é óbvio que o PSD tem disponibilidade para viabilizar o projecto INVESFER - a troco de concessões pontuais à câmara: uma biblioteca “chave em mão”, uns terrenos de cedência obrigatória, uma ligação concelhia norte/sul...
Esta "valorização do património da REFER", significa para o futuro da população de Entroncamento: a continuação do processo de desmantelamento do sector ferroviário, o encerramento de postos de trabalho, a destruição de riqueza, o agudizar das dificuldades no comércio e serviços locais e a longo prazo o enfraquecimento, o definhar até o fim da ferrovia no concelho.

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segunda-feira, 6 de abril de 2009

Deputados do PCP Questionam Governo de Sócrates sobre Centro de Saúde (carregar sobre imagem)


Comunidade Intermunicipal

Intervenção da CDU realizada no período antes da ordem do dia na reunião da Assembleia Intermunicipal do Médio Tejo.

A CDU, pretende sensibilizar a Assembleia Intermunicipal do Médio Tejo, para a situação dos cuidados primários de saúde, no âmbito dos 10 municípios que compõem a Comunidade intermunicipal.

A falta de médicos de família, para além das consequências negativas que provoca na vida dos utentes, provoca igualmente, uma pressão nas urgências hospitalares que urge atenuar.

Dados oficiais de 28 Fevereiro de 2009, indicam que, 29.485 utentes não tem médico de família, situação que tende a agravar-se, com a possível passagem à reforma de alguns médicos.

As situações de : Entroncamento com 21,9% (4.547) utentes, Fátima com 20,6% (2.637) utentes, Ourém com 29,6% (10.973) utentes, V.N.Barquinha com 13,7% (1.163) utentes e Torres Novas com 12,6% (4.892) utentes sem médico de família, são os casos mais graves.

Perante tal situação, é fundamental, que para além das medidas que em cada concelho ou a nível do governo se possam tomar, consideramos importante e adequado propõr que a Assembleia Intermunicipal, faça uma reflexão sobre esta matéria, projectando medidas que ajudem a resolver a situação.

A criação de incentivos, de forma a atrair médicos para a região, pode ser uma das hipóteses a considerar, até para evitar situações caricatas, como aquela que ocorreu recentemente na freguesia da Meia Via, em Torres Novas. O ministério da saúde enviou um oficio à Comissão de Utentes a informar a colocação de um médico naquela freguesia, dois dias por semana, e, este já lá não estava, entretanto foi para o concelho da Chamusca que lhe ofereceu melhor condições:

Assim, para que estes números agora referenciados, não continuem a aumentar com os inevitáveis prejuízos para as populações, aqui fica a nossa preocupação e proposta de debater tal matéria em próxima reunião desta Assembleia.


Tomar, 16.03. 2009
os eleitos da CDU

domingo, 5 de abril de 2009

Obama o Novo Falcão

Obama referiu-se ao lançamento esta madrugada de um míssil norte-coreano, que qualificou como «um acto provocador». Um País soberano desde quando não pode desenvolver um projecto de colocação de satélites em órbita terrestre e ter o seu próprio programa espacial?
Para o presidente norte-americano este é um exemplo que mostra a necessidade de se estabelecer uma fiscalização apertada e aplicação forte de sanções quando as regras de não proliferação nuclear são violadas.

Mas quem está preocupado com quem?

Os únicos a utilizar armas nucleares contra populações indefesas foram os militaristas norte-americanos, que mataram indiscriminadamente centenas de milhares de pessoas em Nagazaki e Hiroshima, para forçarem a rendição do Japão aos EUA. Aliás cada vez que pensamos nos imoderados que detêm os comandos dessas armas: Bush, Obama, presidente do Paquistão, presidente de Israel, etc… ficamos apreensivos e inseguros.

As autoridades norte-coreanas afirmam que apenas colocam na órbita terrestre satélites, numa iniciativa «totalmente pacífica», aplicando o programa espacial desse país. Não temos que duvidar pois os coreanos do norte não consta que tenham invadido países indefesos. Já os EUA, Israel e outros que tais, armados até aos dentes, invadiram Granada, Jugoslávia, Kosovo, Líbano, Egipto, Somália, Afeganistão, Iraque, Síria (montes Golan), Vietnam, Coreia do Sul, Laos, Panama, El Salvador, Siria, Palestina, Gaza, etc…

No entanto, as superpotências in crisis acusam Pyongyang de ter lançado um "míssil balístico de longo e alcance” (sim, com alcance para se libertar da gravidade terrestre e é claro alguns andares do foguetão cairam quilómetros mar dentro) e convocaram a ONU a reunir esta tarde, de emergência para debater o assunto. A Rússia e a China já declararam as atitudes dos intervencionistas bélicos como desproporcionadas e de pouco tino.

Esta é pura ficção armamentista de quem pretende esconder problemas muito mais graves relacionados com dois desastres sucessivos: o Encontro do G20, sem soluções para barrar a derrocada do sistema, e a derrota do sonho belicista de Obama na NATO, querer “todos em força para o Afeganistão”. Tendo in extremis obtido apoios de alguns lacaios com os envios de pequenos reforços (já ninguém acredita! Aquilo vai acabar mal, sempre foi asim desde Alexandre o Grande...). Os “Socialistas” portugueses, a esquerda convertida a barbárie neoliberal, já deram de mão beijada o apoio a mais uma charada Yanki… Como dizia Salgueiro Maia: “O estado a que isto chegou”?!

Esperamos que as frustações não recaiam sobre mais inocêntes no Iraque, no irão, no Afganistão, na Coreia ou noutro qualquer lugar...

A propositos de Direitos Humanos para quando a libertação das centenas de presos políticos nos Estados Unidos e o Encerramento e devolução de Guantanamo, território ocupado de Cuba?

sábado, 4 de abril de 2009

Dissolução da NATO

A propósito da Cimeira da NATO que está a decorrer, assinalando os seus 60 anos, O PCP apela aos trabalhadores e ao povo para que exijam a desvinculação de Portugal de políticas de guerra e destruição, reclama uma nova política de paz, de cooperação com os povos, de resolução pacífica de conflitos e a progressiva desvinculação de Portugal da estrutura militar da NATO bem como a sua dissolução.


Fotos do ataque das tropas da NATO à capital jugoslava, Belgrad, em 1999 e em paralelo fotos do ataque às Torres Gémeas, uma mesma escola, uma mesma técnica de terrorismo.

NATO é sinónimo de terror, selvajaria e de desespero para muitos povos...
O Mundo ficaria mais seguro sem esta organização.

Encontro Distrital CDU


Realizou-se o Encontre Distrital da CDU 2009, no Auditório do IPJ em Santarém
Sob os lemas:
Sim, é possivel, uma nova política ao serviço dos trabalhadores, do povo e do país;
Cdu, força de convergência e alternativa, força de Abril;
Levar a luta ao voto, uma campanha de contacto, esclarecimento e mobilização para o voto na CDU;
e CDU, para uma vida melhor.

quinta-feira, 2 de abril de 2009

Desporto e Cultura - Opinião PCP na RVE


Já no tempo dos gregos havia a noção de equilíbrio e de harmonia, no desenvolvimento humano, com a máxima - mente sã, em corpo são - isso ficou-nos como legado dos clássicos.

E hoje como estamos de cultura física e intelectual no Entroncamento?

A CME pratica uma política espartana dando razoável importância ao desenvolvimento físico dos jovens, sobretudo ao nível das elites, mas é manca na política de desporto de massas e, pior do que isso o acesso à cultura ficou para trás nas prioridades do poder.

Depois do primeiro mandato do PSD em que se trucidou o gosto pela cultura com iniciativas de duvidosa qualidade à palete, seguiu-se uma das mais gravosas medidas do 2.º mandato: a implementação da proposta do Bloco de Esquerda de instituir entradas pagas nos eventos culturais - ou seja, a institucionalização do princípio neoliberal do utilizador pagador segundo o qual só se consegue dar o devido valor a um bem se o mesmo for mercantilizado.

Esta ideia doutrinária não lembraria alguém de esquerda. Não basta a palavra “esquerda” num pano de fundo de um qualquer palanque de comício para se ser canhoto nos ideais.

A cultura e o desporto para os comunistas são componentes básicas na formação harmoniosa do indivíduo, cabendo ao Estado central ou local garantir a universalidade no acesso aos bens culturais, apoiar a criatividade intelectual e promover o bem-estar físico das pessoas.

Para os que acham que o desporto e a cultura devem ser reservados às elites, como se enganam: sem cultura o obscurantismo contagia mais que a peste bubónica e torna-se dominante e avassalador, uma epidemia que acaba por afectar até os mais esclarecidos.

A democraticidade cultural básica não existe no concelho, procurando-se iludir a sua ausência com o recurso ao mercado cultural nas suas facetas mais destrutivas da diversidade.

O Entroncamento é hoje uma referência no desporto formativo, pobre nos desportos de massas e absolutamente estéril na criatividade cultural, muito por culpa da ausência de políticas viradas para o homem integral.

O PCP exige um desenvolvimento local equilibrado da cultura e do desporto no apoio à profissionalização e à formação dos públicos e praticantes.